Ao longo do Curso de Modelo de Jogo do Futebol Interativo (FI) - Turma 2 - tive a oportunidade de formular o Projeto Final de Curso com base no aprendizado construído ao longo daquela formação. Em seguida, fui selecionada pelo FI para realizar um período de experiência prática dentro do Botafogo de Futebol e Regatas.

A construção do modelo de jogo se deu através de estudos sobre futebol, relacionados às fases e momentos do jogo, métodos ofensivos e defensivos, princípios táticos gerais, operacionais, fundamentais e específicos, assim como seus subprincípios, entre outros temas. Esses conhecimentos foram adquiridos através da leitura de artigos principalmente da Universidade do Porto, livros e cursos trazidos pelo Futebol Interativo. Além disso, a troca de informações e experiências com outros profissionais da área também foi de grande valia e auxiliou nesse processo.

A exercitação por meio de análise de jogos, observação do modelo de jogo adotado por cada equipe, seus pontos positivos, negativos, o que precisa ser melhorado e como poderia ser feito, também foi uma excelente ferramenta para evolução profissional. Contribuindo assim com enriquecimento de ideias, aquisição de novos conhecimentos, além de possibilitar estar sempre atenta ao cenário do futebol.

Esses “métodos” são fundamentais no processo de elaboração de ideias, na construção de uma forma de jogar e na formulação do modelo de jogo desejado, e na prática observa-se o que pode ser mudado, melhorado, levando em conta as características dos atletas e o clube representado. É importante ressaltar que o modelo de jogo de uma equipe é um “projeto inacabável”, ou seja, está sempre em construção. Eis alguns conceito básicos assimilados ao longo do Curso Modelo de Jogo:

Organização defensiva 

Defesa à zona pressionante, buscando direcionar o adversário para os lados do campo em blocos de marcação com jogadores definidos para fazer esta função. Diminuir o espaço de jogo com linhas de marcação compactadas vertical e horizontalmente, dentro de um padrão tático 1-4-1-4-1. Pressionar o portador da bola, e com a concentração de jogadores próximos ao centro de jogo, procurar retirar possíveis linhas de passe e reduzir o espaço adversário.

Transição ofensiva 

Retirar a bola da zona de pressão, aproveitando o possível desequilíbrio adversário, com passes verticais e em profundidade buscando chegar ao ataque de forma rápida e eficiente. Quando a equipe adversária estiver organizada defensivamente, buscar iniciar o processo ofensivo por meio de passes mais laterais ou para trás.

Organização ofensiva 

Aumentar o espaço efetivo de jogo tanto em largura, como em profundidade através do posicionamento e movimentação dos jogadores na última linha de defesa adversária e nos corredores laterais do campo, facilitando assim a circulação da bola. Avanço da última linha defensiva no campo de jogo, acompanhando a progressão da equipe, buscando se manter compacta e concentrando assim mais jogadores no campo defensivo adversário, facilitando a manutenção da posse de bola. Bastante mobilidade dos atacantes objetivando criar espaços para penetração.

Transição defensiva 

Criar uma zona de pressão para recuperar a posse de bola ou impedir que o adversário saia em contra-ataque, com o jogador mais próximo a zona da perda da bola pressionando imediatamente o portador da bola, os atletas mais próximos ao centro de jogo fechando as possíveis linhas de passe, e com avanço das linhas defensivas no campo de jogo.

Bolas paradas Defensivas: 

Lateral: Marcação em linha na entrada da área 

Escanteio: Marcação individual.

Bolas paradas Ofensivas: 

Tiro de meta: Saída de 3 

Escanteio ofensivo: Cobrança fechada

No próximo artigo, trarei as bases do meu Projeto Final de Curso: como estruturar uma semana de treinos para a estreia na temporada?

Por Mariana Fraga.

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