Modelo de jogo, um dos termos mais utilizados no futebol atual. De maneira simples e direta, modelo de jogo é a forma como a equipe se comporta em todo o jogo, ou seja, durante todas as suas fases.

Se juntarmos o comportamento de um time nas 4 fases da partida (ou 5, caso você prefira separar as bolas paradas) teremos o seu modelo de jogo, algo como:

Organização Ofensiva + Organização Defensiva + Transição Ofensiva + Transição Defensiva = Modelo de jogo

Imaginar um modelo para uma equipe é algo que todos podem fazer, afinal, basta imaginar o comportamento que na sua opinião seria ideal para ela, porém elaborá-lo e colocá-lo em prática são coisas muito mais complexas, e que demandam tempo, trabalho e conhecimento, ou seja, algo para profissionais muito bem capacitados.

Saber o resultado final desejado, não mostra necessariamente o caminho que precisa ser trilhado para chegar até ele, por isso vejo em treinadores que conseguem pôr seu modelo em prática, uma clareza muito grande de suas ideias e do que treinar para atingir o resultado almejado.

Entender a postura completa de uma equipe é entender seu modelo de jogo. Mas é importante levar em consideração os mínimos detalhes de cada fase, o que faz com que os 4 tópicos iniciais se dividam em muito outros, como exemplo a fase de organização ofensiva, na qual é preciso avaliar as fases de construção, criação e finalização.

Resolvi trazer ao texto, um exemplo mais prático de um modelo de jogo, em breve lançarei o e-book “Nosso Lugar no Pódio”, com uma análise justamente do modelo de jogo do Brasil nas Olímpiadas de 2016, como não posso trazer mais de 40 páginas para cá, deixarei uma “amostra” para ajudar na identificação de aspectos isolados do jogo, que somados geram o modelo completo:

“Na partida contra a Dinamarca, estreia do esquema com 4 atacantes, a saída de bola era feita com os laterais dando opção mais à frente, formando uma linha de 4 logo à frente dos dois zagueiros.”

“Durante toda a competição, a seleção brasileira “abusou” de jogadas rápidas, com passes verticais e diagonais, visando romper linhas adversárias e causar instabilidade na defesa.

 Além de já contar com 4 jogadores na frente, os laterais também possuíam liberdade para subir e apoiar, sendo importantíssimos na criação de jogadas.”