A seleção mexicana - EL TRI – chega a Copa do Mundo da Rússia sonhando com uma quinta partida, o que significaria alcançar, pela primeira vez, as quartas de final. Apaixonados por futebol e por EL TRI, o povo mexicano sempre protagoniza um espetáculo a parte em Copas do Mundo através de sua maneira contagiante de torcer.

Na Copa 2014, a expectativa do quinto jogo foi quebrada nos últimos minutos do tempo normal do jogo contra a Holanda. 1x1 no tempo normal e derrota mexicana na prorrogação. Latinos que são, os mexicanos afloram um componente emocional em jogos decisivos que precisa ser bem regulado em situações de pressão e alto desempenho.

Para 2018, EL TRI vem liderado por Juan Carlos Osorio, treinador colombiano com experiências teóricas e práticas no Brasil (São Paulo), Estados Unidos, Inglaterra e Holanda. Osório é um grande entusiasta do jogo tático, construído a partir de ideias e sempre enfatiza a importância do trabalho cognitivo através do que ele chama de “treino de memória operacional”. Adepto das plataformas 3-3-1-3 e 4-3-3, o treinador gosta de jogar em pressão alta e explorando os flancos do campo (muita interação entre os laterais e extremos). EL TRI de Osório tem se mostrado uma equipe de estilo versátil, com grande rotatividade de atletas em quase todos os setores.

Osório justifica o método citando Alex Ferguson e sua capacidade de “gerenciar pessoas”, fazendo com que se sintam partes integradas de um todo. Chicharito, Guardado, Ochoa, Peralta e até o veteraníssimo Rafa Márquez são alguns dos mais experientes e notáveis atletas pré-convocados.