Carnaval e Futebol são duas das maiores expressões culturais do povo brasileiro. E na semana que antecede um dos maiores fenômenos sócio-culturais do Brasil, a nossa prévia carnavalesca abordará o futebol a partir de uma perspectiva social, histórica e cultural. Afinal, o quanto você conhece da história do futebol!?
"O árbitro apita o início da partida. Nesse momento todos os olhos do estádio se voltam para o espetáculo, os torcedores vão à loucura. Jovens, crianças, mulheres e homens emitem suas vibrações para conseguir um objetivo incomum: vencer. 
Gritos, xingamentos, lágrimas e sorrisos fazem parte da composição desse momento. Uma partida de futebol altera os sentidos humanos de quem vive cada lance, afinal, como diz o jargão popular: “o futebol não é apenas um jogo. Criado pelos ingleses no século XIX, no seio da industrialização e expansão do capitalismo, o esporte se tornou uma febre nos cinco continentes e hoje movimenta milhões de pessoas que vivem diretamente ou indiretamente do futebol. .
Mas, durante um bom tempo, essa atividade foi considerada um lazer sério, por isso não poderia se tornar um produto dos capitalistas. Não durou muito e o esporte transformou-se em uma fábrica, onde a alegria das jogadas improvisadas, acabou virando uma disciplina de força, rapidez, produção e pouca arte.Fortemente inserido num modo de produção de capitalismo, o futebol não poderia “driblar” esse modisoperanti e por estar inserido na nossa cultura, o esporte acompanhou o ritmo das transformações sociais, fazendo parte das mudanças de cada sociedade.

 No Brasil, assim como em boa parte do mundo, a chegada do esporte, segundo a historiografia tradicional, foi creditada as elites, que trataram de apresentar o novo “match” inglês, praticado pelos jovens burgueses que restringiam a participação dos populares no futebol.Porém, o esporte ganhou as massas. Ainda na Inglaterra, a elite viu o futebol ser praticado por indivíduos das classes mais pobres, como operários, estudantes, imigrantes e artesãos que trataram de popularizar o lazer para o interior da Grã Bretanha e depois para fora do Império Britânico. " .


Por Marco Neto @marco.antonio.batista.neto
Historiador